Neosaldina Chick

Month: abril, 2011

Jantando no Orkut #9: Caipirinha

by Carolina Mendes

Clique aqui para ler.

Sobre a morte em dias de sol, na Revista Bula

by Carolina Mendes

Para ler clique aqui.

Dicas pra ver a vida lá fora

by Carolina Mendes

-levem máquina fotográfica
-carregador do iphone
-dinheiro “em dinheiro”
-filtro solar (eu passo o kids antes de sair de casa, costuma durar o dia todo)
-meninas: elásticos de cabelo
-isqueiro
-havaianas ou no máximo sandália (protetor no peito do pé)
-pelo menos um bom amigo (livro, ipod, cachorro são considerados “amigo”)
-alimentação leve
-se for beber no sol, cuidado (sobe mais rápido)
-saiam decidido(a)s e não se aborrecerem com gente que tá afim de estragar seu dia
-se possível dêem carona ou peguem carona com alguém
-comecem conversas com “boa tarde”, termine com “obrigado(a)” e um sorriso. Mesmo se a pessoa não for simpática. (A gente chama isso de gentileza educativa.)

Pratiquem aliás a gentileza educativa. Não importa o tamanho da imbecilidade do outro. Não comprem brigas que não mudam nada e estragam o bom humor. Insistam no sorriso e na resposta educada, até o idiota que está sendo idiota se tocar, ou se desequilibrar de vez, ou virar as costas e ir embora. You won.

É feriado, tá um dia lindo lá fora, vamo ali viver pra ter o que contar.

texto originalmente postado no R7, no meu outro blog. Pressa pra ir ver o sol, vontade de deixar recado pra todos, copiei e colei meixmo, me porcessem.

Texto sem graça, pra feriado com graça- No Mkt na Cozinha

by Carolina Mendes

Clique aqui para ler.

Sobre ontem à noite

by Carolina Mendes

Olha, um dia você acorda, depois de uma noite incrível e a vida normal fica bem difícil de administrar.

Porque ontem à noite, meu melhor amigo foi amado e prestigiado como merece, por pessoas que são loucas por ele. E só isso já seria o suficiente pra noite ser incrível. Mas foi muito mais do que isso. Posso estar enganada, nunca tinha feito um clipe antes, só alguns curtas, mas acho que algo mágico aconteceu.

Poucas (pra não dizer nenhuma), eu vi um troço dar tão certo, e tanta gente ser tão feliz, trabalhando. Fizemos um clipe. Fizemos um puta clipe. Não vou contar quem participou, porque a graça vai ser achar as pessoas. Versão em português, de Ramones “Eu não quero crescer”.

Tipo de coisa condenável, em tese, não querer crescer.

Nah, a gente so cresce porque é inevitável. Quando eu digo a gente, são também vocês aí que não foram rock stars, figurantes, estrelas de cinema, pin ups, cantores, bailarinos por uma noite. Tivemos toda ordem de roqueiros, tatuados, bons moços, gostosas, tímidas, caipiras, pessoal de produção, descolados e intelectuais, não crescendo. Pelo Thunder, pela Pitty, pela música, pelos Ramones, pelo clipe.

Mentira. Pela vida, pra ser menos chata.

Se a gente não cresce por inteiro, mantém um lado assumidamente falho, brincalhão, engraçado, original, jovem, a vida segue com aventuras. Vale muito mais. Um dia você se pega, fazendo um clipe, por exemplo.

Mãe, entrei pra história, bêjo.

A lição que fica é: amor. Ao trabalho, aos amigos, aos prazeres da vida. Mesmo você que é coxa- creme: vai ali ver a noite, não precisa ter medo dela. Vai num show de rock, vai numa festa de gente que é diferente de você, faz coisas novas. Não precisa de uma equipe de filmagem pra diversão acontecer. Admito inclusive que os momentos menos divertidos foram os que tiveram a camêra ligada. Vai gente, potua a vida com noites de rock star. Senão passa depressa, e você perde a noção do tempo, e as rugas chegam e são todas de preocupação.

Foda-se a preocupação, foda-se tudo. Se cerca de gente querida, que te entenda e cante com toda força, Ramones, ou Devotos, ou Pitty, ou Beatles pré Yoko, ou Stones. E se divirta, e por uma noite não cresça. Sempre que possível. No dia seguinte, mesmo com uma provável ressaca, você vai se pegar sorrindo, lembrando de ontem à noite.

Vem gente, mais rugas de noites incríveis, porque o tempo passa de qualquer jeito e mesmo sendo clichê “tudo que a gente leva da vida, é a vida que se leva”.

Amo vocês meus amigos, obrigada por ontem. Parabéns a todos, obrigada. Não vejo a hora de ver tudo pronto.

Vou explicar devagarinho, com amor e jeitinho pra não assustar

by Carolina Mendes

Bem sinceramente, não acho o tal do Perrone má pessoa. Acho ele equivocado e inapto, principalmente pra tratar de um assunto como homossexualidade. Nesses casos, vale a regra de que em boca fechada não entra mosca. Acho também que escreve mal. Mas grandes merdas eu achar qualquer coisa, né? Não sou público alvo dele, não é pra gente como eu que ele escreve, dane-se o que eu penso.

Gostaria de salientar que a internet, essa linda, não é como as publicações escritas em que o perfil dos leitores até pode servir de argumento de linha editorial. Internet é terra de ninguém, ainda bem. Todo mundo que publica um texto tem que entender que está falando pro mundo, e comunicadores não podem ser levianos. Not an option, love.

Fato é que ele é um jornalista (acho que é jornalista) do Globoesporte.com, que escreveu esse texto infeliz e cheio de preconceitos, diz ele que inocentemente (e dada a desenvoltura com que ele escreve, até acredito). Mas falou como não devia, sobre um assunto que obviamente não domina. Aí o twitter em polvorosa foi pra cima dele, e apareceu um segundo texto, igualmente estapafúrdio, mal escrito, mal argumentado e sem parágrafos.

Jeitão dele, respeito. E muito respeitosamente uso partes do segundo texto para esclarecer alguns pontos:

Eu nunca disse uma virgula contra gays, até porque…
- Tenho um na família.
- Todo ano vou ao carnaval do Rio, espetáculo feito por maioria gay (carnavalescos)
- Gastei 200 reais ha exatos 7 dias para ver um gay cantar (Maria Gadu) e a aplaudi em pé.
- Já fui a muitos shows, e não paguei barato, onde o artista é gay

Ok, o mínimo que a gente faz é amar a nossa família. Ter um amigo gay, ou amar um irmão gay não te faz não homofóbico. É administrar pela exceção, que tal não fazer diferença porque pessoas são pessoas independente do que entra ou sai por onde? Sério que você não é homofóbico porque gosta de carnaval? Que tipo de argumento é este? Vai ver então que pra não ser homofóbico, basta comprar um terno do Valentino afinal, ele é gay. WOW você aplaudiu uma artista homossexual de pé? Depois de ter gasto 200 reais? Você prestigia gays mesmo quando o ingresso não é barato?

Você jura que estes são seus argumentos?

Não faço nenhuma diferença profissional ou de avaliação se uma pessoa é gay ou não. E isso se chama respeito.

Isso se chama MÍNIMO.

Não gosto, porém, de alguns tipos de pessoas. Como você também não, afinal, cada um vive num meio e tem seu modo de ser. Estar perto delas e não destratá-los, porem me afastar é o que chamo de “tolerância”. Eu tolero, mas não preciso gostar. E isso nao diz respeito a opção sexual, mas sim a forma de mostrar isso.

Se tolero e respeito, me considero um bom cidadão.

Claro. Você por exemplo é gordo. E se te tolerassem e se afastassem por isso? Ou se se incomodassem com o fato de alguém gordo comer em público? Mas esta pessoa não te confrontasse, apenas se afstasse. Você acharia isso de exemplo de retidão e cidadania? E este é um exemplo besta, estou tentando ser didática.

Porque juntar pessoas para tomar partido é, pra mim, uma forma covarde de “achar” alguma coisa.

Isso, vamos deixar todo mundo que pensa diferente sozinho nas sombras. Cada um em um quadradinho solitário.

Eu disse, e foi a única frase que pode ter causado interpretação, que não gostaria de ter um filho gay. O que foi dito naquele paragrafo é que o fato de eu não DESEJAR algo, não significa que eu o discrimine.

Não desejar que um filho seja homossexual, vou explicar com calma, é interferir e criar uma dificuldade a mais a ser transposta, caso seu filho seja gay. Talvez você já tenha um filho gay. Ninguém vira gay.

Posso não desejar comer chocolates. O que não significa que eu odeie chocolates.

Não compare pessoas com chocolates. Obrigada.

O que me incomoda de fato é a ação coletiva orquestrada. O texto saiu ontem, e milhares de pessoas leram.

Não houve NENHUMA repercussão negativa ou reclamação.

Existe um prazo máximo pra discordar de qualquer coisa? Depois de 24h não são aceitas reclamações?

Aliás, vocês estão muito previsíveis. Ja viram como eu abri o texto anterior? “Sei também que vai pintar ONG pra tudo que é lado me enchendo o saco e interpretando o que eu digo, também, como uma “ofensa” ou “preconceito”.”

Começaram a me questionar. Um deles me disse que não era opcional ser gay. Eu nunca entendi assim pois a vida toda me disseram ser “opção sexual”. Se isso mudou, desculpa, não fui atualizado (sem ironias).

Tire estas aspas e tenha hombridade. Se atualize, PELO MENOS pra ser um bom profissional.

Estes foram os argumentos suficientes para me colocar em primeiro lugar nos TTS, fazer campanha contra meus patrocinadores e parceiros e ainda tentar me jogar na condição de “Bolsonaro”, que outro dia soltou uma frase infeliz na tv e até hoje colhe os frutos.

UMA FRASE infeliz. Entendo.

Se você não concorda comigo, não leia. Se quer discutir, argumente. Mas não me ofenda.

Tô aqui, sendo linda e argumentativa.

Dai pra frente, bastou três perfis de twitter com milhares de seguidores gays dizerem: “Atacar!” e eu virei o anti-cristo dos gays.

Não, você só é equivocado e escreve mal.

Como também virei o salvador de alguns radicais heteros, o que não me deixa honrado.

Menos mal.

Não levem a vida tão a sério. Um espetáculo de circo agrada alguns. Mas vê-lo pegar fogo agrada a todos.

Afinal, né? É só sobre a liberdade sexual das pessoas que você está falando. Pra quê levar a sério? Besteira. (Isso foi uma ironia.)

Era só perguntar: “Foi isso que voce quis dizer?”. Eu diria: “Não, se pareceu, desculpe”.

Isso. OOPS, DESCULPE FOI SEM QUERER.

Fui didática e argumentativa agora? <3

Diferente de ser heterossexual, que eu imagino que você seja, e tenha nascido assim, ser leviano, por exemplo, é opção. Opção errada.

Bjão

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 72 other followers