Neosaldina Chick

Eu tento…

by Carolina Mendes

Ah, sei lá.  Achei essa versão do Bowie, num filme do Van Damme. E eu tento, ôpa se tento. E normalmente falho. :)

I catch a paper boy
But things don’t really change
I’m standing in the wind
But I never wave bye-bye

But I try, I try

There’s no sign of life
It’s just the power to charm
I’m lying in the rain
But I never wave bye-bye

But I try, I try

Never gonna fall for

Modern love – walks beside me
Modern love – walks on by
Modern love – gets me to the church on time
Church on time – terrifies me
Church on time – makes me party
Church on time – puts my trust in god and man
God and man – no confessions
God and man – no religion
God and man – don’t believe in modern love

It’s not really work
It’s just the power to charm
I’m still standing in the wind
But I never wave bye bye

But I try, I try

Modern love – Modern love
Modern love – Modern love, walks beside me
Modern love – Modern love, walks on by

No fim das contas: a gente faz o que pode. E não perde a chance de chorar de rir.

Não que te interesse, mas lembrei

by Carolina Mendes

Roubei essa imagem do Facebook de alguém, porque é boa e eu lembrei de uma história.

Talvez as datas não estejam exatamente certas, mas a Nuria provavelmente vai colar aqui e comentar com dados mais precisos.

Reza a lenda que logo depois que eu comecei a andar, tive uma briga terrível com a minha mãe, e indignada decidi sair de casa. Menina precavida e inteligente que eu sempre fui, arrumei minha mala: uma boa mamadeira e uma fralda.

Abria porta do apartamento e saí, super decidida. Depois de alguns minutos, voltei chorando de raiva pra pedir ajuda pra Nuria: não alcancei o botão do elevador.

Já era terrível a pequena Carolina. A grande Carolina? Alcança o botão do elevador, mas não sabe a hora de apertar.

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Nada não

by Carolina Mendes

Eu já enterrei muita gente.

Estranho que do meu pai, embora tenha passado o dia com ele ali morto, eu só tenho lembranças vivo. Lembro das conversas e das viagens. Das supostas grandes lições, das transgressões e do companheirismo. Cara, que sujeito companheiro. Difícil, mas formidável.

Do meu avô e avó lembro do carinho e da certeza que estariam sempre ali pra me mimar e aceitar. Doutra avó, lembro de ter aprendido a me descolar da parte ruim dos mais velhos. Aprendi a não ouvir e não acatar.  Aprendi a desconfiar, e nunca subestimar a imbecilidade dos mais velhos.

Tem gente que quando morre deixa um vazio imenso.  Vazio que nunca pode ser completado. É um buraco negro que abre numa parte do coração. Ali nunca mais vai existir matéria.

Tem gente que quando morre deixa espaço. Espaço que pode ser preenchido (ou não), ou usado para empurrar as coisas de um lado pro outro dentro do peito. Acaba sendo bom, areja, ilumina, reorganiza.

Tem gente que quando morre, explode como uma bomba atômica dentro do peito e deixa tudo bagunçado.

Tem gente que morre sem morrer, só deixando de existir. Tem gente que morre sem nunca ter estado vivo. Tem gente que é imortal, porque existe na nossa cabeça sem nunca ter existido de fato.

Tem gente que quando morre deixa dor. Nem tanto a dor da perda, mas a dor de levar consigo a melhor parte da nossa vida.

Tem gente que quando morre deixa você, pra trás, tentando. Tentando, tentando e falhando pateticamente.

Tem gente como eu, que cantarola Leonard Cohen como se fosse um mantra, pra fazer que seja verdade. E que as trincas e falhas sejam algo bom no fim das contas.  Vem luz. Mas vem logo.

“There is a crack in everything. That’s how the light gets in.”

Já vai tarde

by Carolina Mendes

Ando fazendo questão de me afastar de gente que não faz questão de nada. Que não acha nada, que não ama nada e que adoça a vida aguada que tem com adoçante. Vcs não passam uns coadjuvantes de filme pra tv.

Aí, mexendo no meu hd, achei esses parágrafos:

“Gente que não entra em briga, que nunca odiou um corte de cabelo, nunca comprou um par de sapatos por impulso. Gente que não come alho, não bebe ácool e não faz sexo sem amor.

Desperdício de Resfenol e mensalidade de academia. Estão se cuidando pra que? Ter que esperar por mais tempo a vida passar?

Cuidem bem/mal do próximo refriado ou a próxima gripe até virar pneumonia.

Podem se despedir da vida, com a tranquilidade que não estão perdendo nada, porque não estão.”

Nem vocês, nem nós que ficamos aqui temperando a vida com Tabasco.

E fica dito.

Um bom começo

by Carolina Mendes

Sei nem por onde começar.

Desde a última vez que eu escrevi por aqui a vida virou outra vida.

 

Me mudei de apartamento, voltei a morar sozinha.

Me demiti e agora tenho minha própria agência.——————–> grama.etc.br (hire us)

Comprei um carro.

Escureci o meu cabelo.

Praticamente parei de beber.

Engraxei minhas botas.

 

A parte de ter engraxado as minha botas eu acho que é a mais sintomática de 2013. Eu nunca tinha engraxado nada. Ora porque havia alguém que fizesse, ora por nem reparar em detalhes deste tipo. A enorme parte do tempo porque eu não achava algo cool. “Longas botas pretas têm que ter caráter”.

Era isso, não é mais.

Acho que eu estou morrendo de medo dessa nova fase, de ter assumido que vou ter que brincar aí no tal sistema. Ainda bebo Jack Daniels, ainda canto na Choperia Liberdade, ainda tenho insônia e continuo briguenta e cheia de opinião. Mas estou aqui, com as rédeas da vida em mãos. Espero saber praonde levar meu burrico.

Melhor ano que o passado pra todo mundo.

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Free at last

by Carolina Mendes

Não que seja inédito no Mundo.

Pessoa ganha destaque na web, pessoa vai trabalhar em uma agência, pessoa sai dessa agência e cria sua própria agência. Milhares de pessoas já foram a “pessoa”. Criando minha agência eu engrosso um coro que naturalmente será cada vez maior.

Porque então eu estou fazendo isso? Porque eu acredito. Eu sei que posso fazer melhor que os outros e eu tenho os comparsas mais incríveis do mundo.

Eu acredito que a gente pode sim trabalhar e ganhar dinheiro sem pisar em ninguém, nem nos nossos clientes. Eu acredito que sucesso não precisa significar arrogância. Eu acredito em vender aquilo em que acreditamos. E eu acredito em felicidade. Que não é preciso abrir mão dela para construir um negócio.

Participo hoje a existência da Grama Comunicação. Que ainda não tem site mas tem amigos e parceiros. E fico livro pra fazer oque eu mais gosto: escrever, criar, desenvolver projetos mirabolantes e comunicar. Comunicar de um jeito claro, eficiente, objetivo, natural e social.

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