Saudade de escrever com a cabeça e não com o coração ou o umbigo. Vcs já estão me odiando?
Mas anda assim, escrever com a cabeça só no trabalho.
Precisamos de um plano.
Saudade de escrever com a cabeça e não com o coração ou o umbigo. Vcs já estão me odiando?
Mas anda assim, escrever com a cabeça só no trabalho.
Precisamos de um plano.
e foi até parar na TL do twitter, assim desconexo, sem motivo ou interação. Sem continuar conversa nenhuma ou ter usado o tweet de ninguém como gancho. Sei lá, mil coisas:
Carolina Mendes @carolinamendes
Aí vc percebe que faz mais sentido ser um mendigo alcoolatra do que alguém preso numa vida mediocre.
Aí vc percebe que devia sair da cama só pra comprar uma garrafa de Jack, e voltar pra cama. Mas não sabe onde está sua calça.
Carolina Mendes @carolinamendes
Aí vc percebe que a única vantagem de ter uma vida bege, programada, e mediana deve ser sempre saber onde vc deixou sua calça.
“
Carolina Mendes @carolinamendes
Aí vc percebe que a vantagem de não ter a garafa de Jack aqui, é que se tivesse e ela acbasse, vc sairia pra comprar outra sem calça.”
Seguem as linhas, infinitas pelo universo.
Cada qual pro seu lado.
Tenho 2 sortes: 1- perdi meu telefone que tinha a imensa maioria das nossas mensagens 1 semana antes de você morrer; 2- não tenho nenhuma foto com você. Não tenho nenhuma foto simbólica dessa fase, porque eu tinha certeza que era o prólogo e não o epílogo.
Vai ter Oscar. Projeto ver todos os filmes do Oscar tem ajudado bastante. E o trabalho.
E que opção eu tenho senão continuar vivendo? Nenhuma.
Pois que eu seja como taça lascada, faltando um pedaço, com um lado cortante e o outro intacto. E que me observem bem para não tentarem beber pelo lado errado e defeituoso: pode fazer sangrar.
E eu? Escondo a parte lascada com os olhos cada dia mais escuros. E vou melhorando assim: 4 passos pra frente e 3 pra trás, que eu não sou mulher de colocar a ponta do pé na água da piscina pra ver se está fria antes de mergulhar.
Mergulho, me fodo, saio e fico tremendo no sol até o calor chegar nos ossos. E outro dia tento de novo.
Preciso de colaboradores novos pro Malvadezas(1)
e(2) de um(a) assistente pra trabalhar como redator(a) assistente(a)(#brinks) jr.
Pro caso número 1, vcs entram aqui, seguem instruções e eu juro que passarei madrugadas lendo. Preciso de convidados pros domingos e novos colaboradores fixos, então caprichem. Deixem nos comentários do Outras Malvadezas também, links para eventuais blogs ou publicações alé no MyIMemory.
Pro caso número 2, tá mais complicado. Primeiro pq não pode ser remoto, tem que ser presencial. Segundo, a pessoa tem que ser de SP, terceiro tem que escrever bem. Acha que é o seu caso? Mande e-mail com: currículo, links de textos, endereço de FB, Twitter e uma introdução do porque você quer a vaga, para carolinaminhafilha@gmail.com . Não, não é nada relacionado ao BBB, só meu e-mail que é igual ao infame site. MANDEM POR E-MAIL. Nada de deixar pergunta aqui ou no meu twitter. Grata.
(Tem gente que queria ser vários, eu queria ser inteira.)
A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
Álvaro de Campos
Presença, 20, Coimbra, Abril-Maio, 1929
(Sim, ainda assim. Ou Sim, finalmente percebi que sou assim: quebrada)
Nem sei quanto tempo faz que não escrevo aqui, façam as contas.
Trabalho, dieta e Jack Daniel’s. Curam a dor? Não.
Mentira, não sei. Nem sei se não passou de falta de ar e paralização, pra choro, pra cinismo.
Desapego de mim. Quebrou, quebrei, tô cagando, toca a vida, segue o baile.
Dia de beber bebe, dia de trabalhar trabalha. Pra caralho, tudo pra caralho. Dieta pra caralho. Os cacos por aí, não vou colar, não vou juntar, virem-se os interessados. Eu não me interesso. Macabéiamente (acentuo merrrrmo) inspiro, e expiro. Vive-se.
Interessados, eu disse interessados? Que interessados? Em que? Carolina? Tinha, mas acabou.
Mas preocupa não que estamos em obras, pra voltar a atendê-los. É assim que é, confere? Segue a vida, o tempo cura, só o tempo, só um amor pra curar um amor…
E a morte, cura como?
Sei de nada não, dona, tô aqui curtindo Stones dos olhos borrados.
GET OFF OF MY FUCKING CLOUD.
Muito filme (não perguntem o nome de nenhum), muita cama, muito banho, e a segunda feira chegou pra me tirar da cama.
A gente faz assim, finge que tá bem, um dia após o outro e eventualmente fica menos artificial e você fica bem.
Aos que se preocupam, consegui ter ânimo suficiente pra pintar os olhos de preto e lavar o cabelo de manhã.
Prometo que logo paro de falar disso.
<3